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Polícia Federal investiga morte de jovem Guarani Kaiowá assassinado em Coronel Sapucaia, em MS

Por Cidades na Web em 26/05/2022 às 20:16:16

Alex Recarte Vasques Lopes, de 18 anos, saiu para buscar lenha com outros dois jovens quando foi morto. A morte foi divulgada pelo Conselho Indigenista Missionário (Cimi). A Polícia Federal enviou equipes para investigar a morte do jovem Guarani Kaiowá Alex Recarte Vasques Lopes, de 18 anos, que foi assassinado em uma fazenda, em Coronel Sapucaia (MS), segundo divulgou o Conselho Indigenista Missionário (Cimi) neste domingo (22).

Em nota divulgada, a Polícia Federal informou que deslocou três equipes para a região do crime. A PF também destacou que foi instaurado Notícia Crime em Verificação (NCV), "para confirmar se a morte do indígena tem relação com disputas territoriais locais ou que atinja a comunidade indígena como um todo, já que, neste caso, seria de competência da Justiça Federal processar e julgar", detalharam.

Relembre o caso

Foto de arquivo mostra indígenas em frente ao STF, em Brasília, durante julgamento do Marco Temporal

Fábio Tito/G1

Alex estava acompanhado de outros dois jovens indígenas, segundo o relato de lideranças da comunidade. Após o assassinato, seu corpo teria sido levado para o lado paraguaio da fronteira, que fica a menos de dez quilômetros dos limites da reserva indígena. A morte ocorreu no sábado (21).

De acordo com o Cimi, fotos mostram o corpo de Alex com pelo menos cinco orifícios compatíveis com projéteis de armas de fogo. A cidade de Coronel Sapucaia fica separada de Capitán Bado, no Paraguai, apenas por uma avenida.

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Em protesto, o povo Guarani e Kaiowá chegou a ir até a propriedade rural, cujo nome não foi divulgado, mas foi impedido por um bloqueio. Segundo o divulgado pelo Cimi, a barreira foi posicionada na rodovia MS-286, que atravessa a Terra Indígena Taquaperi e também dá acesso a outras comunidades indígenas da região.

"Os Guarani e Kaiowá cobram que o assassinato seja investigado com urgência pelas autoridades federais, pois temem que o cenário do crime seja alterado e que a perícia seja inviabilizada", diz texto divulgado no site do Cimi.

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Fonte: MS

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